O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.
(Atos 3:21)
O processo de restauração não consiste em apenas passar uma tinta nova sobre a superfície deteriorada. O bom restaurador raspa camada por camada, até atingir o estado original do objeto. A missão do restaurador é devolver ao objeto, a exata beleza proposta pelo seu autor. Não importa se a forma original não agrada o senso estético contemporâneo, o restaurador tem compromisso, unicamente, com o criador.
Na visão de Pedro, Cristo deu início “aos tempos da restauração de tudo”. O Senhor veio para remover as camadas do pecado sedimentadas sobre o verdadeiro ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. Em Sua obra restauradora, Cristo deseja retirar todas as cascas religiosas e culturais que recobrem o autêntico servo de Deus, gerado em Seu coração antes da fundação do mundo.
Quando estamos sofrendo, oramos pedindo que o Senhor restaure a nossa vida, no entanto, é bem provável que aquela dor incômoda já faça parte do processo restaurador de Deus. Haja visto que a extração das cascas que nos revestem e escondem o projeto original de Deus, gera uma sensação de insegurança e desconforto, afinal, ao longo da caminhada, vamos nos apegando a uma série de coisas que julgamos essenciais para nossa felicidade e bem estar. De modo que em meio ao sofrimento pela perda de uma destas coisas que avaliamos serem vitais, fica difícil entender que estamos sendo trabalhados pelo restaurador, pois naquele instante, compreendemos restauração como mera devolução do que perdemos.
Os judeus não visualizaram Cristo como restaurador, porque para eles restaurar Israel era devolver a sua independência política, o seu poderio bélico, enfim, a grandeza dos tempos de Davi. Entretanto, o Senhor não se propôs a restaurar um modelo ideal de nação que estava nos corações israelitas, contrariando as expectativas, o trabalho do Messias teve como objetivo restaurar o povo, os servos, os filhos, que desde sempre estão no coração de Deus.
Peçamos a Deus, insistentemente, a restauração de nossas vidas, mas não de um modelo de vida que nós idealizamos, e sim, de um estilo de vida que desde a eternidade está no coração do Criador, que nos trouxe a existência para desfrutarmos do Seu infinito amor.
Pastor Frankes Rodrigo de Souza.
sexta-feira, novembro 27, 2009
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