"Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças." (Deuteronômio 6 : 5)
Poucos são aqueles que entendem e vivenciam a suprema experiência de amar a Deus, o sentimento mais comum no coração dos cristãos é a gratidão a Deus. Contudo, ser grato ao Senhor pelas muitas bênçãos derramadas é bem diferente de amar, pois podemos ser muito agradecidos a alguém que nos fez um bem, sem necessariamente amá-lo. Por exemplo, existem esposas extremamente gratas ao esposo pelo zelo e cuidado, mas não o ama, ou mesmo empregados que nutrem verdadeira gratidão ao patrão pelas oportunidades profissionais, mas não o ama. As igrejas estão repletas de crentes que trabalham dedicadamente para Deus como resposta de gratidão a todos os benefícios materiais e espirituais que o Senhor tem proporcionado, mas ainda não amam a Deus.
Esta solidificado no inconsciente coletivo uma concepção de amor que se pauta na reciprocidade, onde o amor não passa de uma resposta afetiva a um estímulo igualmente afetuoso. Nesta perspectiva o amor é uma troca que se perpetua numa relação de causa e efeito. Para amar a Deus é preciso entender a essência do verdadeiro amor revelado em Cristo. O Senhor amou a humanidade se entregando na Cruz sem ter recebido nenhum estímulo, Sua ação amorosa não foi uma resposta aos gestos de carinho das pessoas, pois estas lhe deram apenas desprezo, ódio, ingratidão, egoísmo, dureza, enfim, ofertaram a Ele sua pior porção. De modo que o amor de Deus é fruto de uma decisão unilateral e incondicional que independe de nossas atitudes.
Ao questionar a Deus acerca da veracidade do amor de Jó, o diabo argumentou que a fidelidade de Jó era mera retribuição as muitas bênçãos recebidas, bastando que todos estes benefícios cessassem para que o amor de Jó por Deus se acabasse. Certo de que Sua relação com Jó era de verdadeiro amor, Deus permitiu que o diabo retirasse tudo menos a vida de Jó. E no desfecho de sua sofrida biografia, após ter tido diálogos muito francos com Deus, Jó declara o seu amor e confiança no Senhor da seguinte forma: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2).
Assim como Jó, amemos a Deus sempre! Ainda que tudo em nossa volta nos diga que não há razão pra amá-Lo, amemos ao Deus cuja grandiosidade, misericórdia, poder, santidade e bondade transcendem a todas as circunstâncias desagradáveis que possamos estar mergulhados. Amar a Deus de todo coração, de toda a alma e com toda força, não é um mandamento apenas para os dias de bonança, é uma ordem a ser prazerosamente cumprida todos os dias da nossa existência. Conhecer as bênçãos de Deus aumenta a nossa gratidão, conhecer a natureza de Deus aumenta o nosso amor. Conheçamos intimamente ao Senhor, e então amá-lo não será um esforço e sim um sentimento que flui naturalmente da nossa mais sincera adoração.
Pastor Frankes Rodrigo de Souza
segunda-feira, dezembro 21, 2009
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